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Temer candidato em 2026? O que dizem os analistas

Temer lamenta rejeição de Messias e se diz "inteiramente favorável" à dosimetria

Às vésperas das convenções partidárias, a volta de Michel Temer (MDB) ao centro das discussões políticas reacendeu um debate que vai além da possibilidade de uma nova candidatura presidencial: qual será o papel do ex-presidente na sucessão de 2026? Embora aliados tentem convencê-lo a disputar o Palácio do Planalto, analistas ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que a principal influência do emedebista deve permanecer nos bastidores, como articulador de alianças e interlocutor entre diferentes forças políticas.

As especulações ganharam força após o lançamento do documentário 963 Dias, que revisita o governo Temer desde a posse após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e destaca medidas como a aprovação de reformas econômicas e sua relação com o Congresso. O filme estimulou integrantes do MDB a defenderem publicamente que o ex-mandatário volte a representar o partido na corrida presidencial.

Apesar da mobilização de parte dos correligionários, o próprio Temer tem demonstrado resistência à ideia. Em vez de colocar seu nome à disposição da legenda, o ex-presidente passou a defender uma contribuição programática para a disputa eleitoral por meio do documento “Estrada para o Futuro”.

Elaborado em conjunto com ex-ministros e colaboradores do governo Temer, o texto reúne propostas para diferentes áreas da administração pública e, segundo o emedebista, pretende servir de base para os programas dos candidatos à Presidência.