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Sócia de Lulinha faz investidor perder fazenda de R$ 8 mi

Um investidor identificado como Lauro perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões após colocar o imóvel como garantia de um empréstimo de US$ 300 mil para um projeto apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, citada em investigação da Polícia Federal (PF) por suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

O caso foi revelado pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (30). Segundo a reportagem, em 2016, Roberta e uma sócia de uma produtora apresentaram a Lauro um projeto para produzir um documentário sobre Horacio Pagani, designer de carros de luxo.

A produção teria orçamento de US$ 4 milhões, com recursos previstos de um fundo de investimentos do Bahrein. Antes da liberação do dinheiro, porém, os responsáveis pelo projeto buscaram um empréstimo-ponte de US$ 300 mil.

Lauro aceitou atuar como avalista e ofereceu a fazenda localizada em Minas Gerais como garantia. Em troca, receberia R$ 40 mil e uma participação na receita do documentário.

O financiamento estrangeiro não foi concretizado. Sem os recursos previstos, as parcelas do empréstimo deixaram de ser pagas e o credor recorreu à Justiça. A propriedade acabou sendo entregue ao credor por decisão judicial.

“Tudo o que eu tinha estava lá. Não é a questão da propriedade em si, é o sonho”, afirmou Lauro ao Fantástico.

Roberta declarou que também teria sido enganada pelo responsável pelo projeto e sustentou que Lauro conhecia os riscos envolvidos na operação.

Outras dívidas

A reportagem também mostrou processos judiciais relacionados a outras dívidas atribuídas a Roberta. Entre os casos estão uma cobrança de R$ 61 mil feita por um tapeceiro, mensalidades escolares que chegaram a R$ 91 mil e uma compra de roupas de R$ 6.124, valor que ultrapassou R$ 21 mil após atualização.

No processo movido pelo tapeceiro, Roberta entregou 14 gravuras que apresentou como obras originais de Candido Portinari, avaliadas por ela em R$ 70 mil. O Projeto Portinari informou que os itens eram reproduções impressas e não tinham valor de obras originais.

Também existem ações envolvendo serviços de marketing político, relações trabalhistas e aluguel. Em um dos processos, proprietários de um imóvel de alto padrão em São Paulo cobraram uma dívida que chegou a R$ 500 mil. O débito foi quitado em maio de 2024.

Investigação da PF

Roberta é alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O inquérito analisa as relações da empresária com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), além do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro e do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

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