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Setor produtivo pede que discussão sobre escala 6×1 seja adiada para 2027

Setor produtivo pede que discussão sobre escala 6x1 seja adiada para 2027

Um grupo de mais de 60 entidades ligadas ao setor produtivo divulgaram um manifesto para pedir que a proposta de fim da escala 6×1 seja postergada para depois do ano eleitoral e que a tramitação não ocorra em regime de urgência. O manifesto foi divulgado nesta terça-feira (7) e é encabeçado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), presidida por Alfredo Cotait Neto.

De acordo com o documento, a possibilidade de regime de urgência na pauta “revela que o governo não quer discutir as graves consequências dessa possível alteração”. Com isso, as entidades argumentam que “haverá atropelo nos debates”.

Um dos temores é que as alterações ocorram por meio de medida provisória, que começa a valer assim que é assinada. A escolha pelo formato, nesta linha de raciocínio, “não apresenta as características que essa providência exige e seria uma afronta ao Congresso e à sociedade”.

“Independentemente de qualquer outra consideração, a gravidade e a complexidade do tema aconselham que ela seja deixada para 2027, pois trata-se de matéria extremamente sensível para um período eleitoral, quando as discussões são contaminadas por preocupações eleitoreiras”, diz o manifesto.

O documento foi divulgado no mesmo dia em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), alegou que o governo desistiu de tentar passar a alteração por meio de um projeto de lei em regime de urgência. De acordo com o parlamentar, a matéria seguirá em discussão, mas a título de proposta de emenda à Constituição (PEC), que possui uma tramitação mais complexa e exige mais parlamentares das duas casas para aprovação.

Além da ACSP, o manifesto é assinado por entidades que representam diversos segmentos, incluindo os setores de turismo, agronegócio, têxtil, de saúde e o setor financeiro. O grupo é heterogêneo: inclui, na mesma mesa, a indústria de inteligência artificial, por meio da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), e representações locais, como a Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro (CDL Bom Retiro).

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