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Senado terá resistência maior à aprovação da anistia

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que o projeto de lei de anistia dos envolvidos no ato de 8 de janeiro deve enfrentar “um jogo mais pesado” no Senado. Apesar disso, o parlamentar confirma que a oposição já tem o número mínimo de 41 votos, com base nas assinaturas do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, 2, o projeto da anistia ganhou força na Câmara depois da articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O líder do PT na Casa, deputado Lindbergh Farias (RJ), admitiu que o clima político mudou e que agora há “boa vontade” do centrão em relação ao texto.

De acordo com Mourão, a tramitação da proposta acendeu uma “luz amarela” no Congresso por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O senador disse ainda que a saída da federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) da base do governo Lula fortaleceu o debate sobre o tema.

Para Mourão, no entanto, a oposição precisa ficar atenta para não cair nos jogos políticos do governo federal. Ele citou como exemplo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional n° 66/2023, sobre os precatórios.

“Ontem, naquela questão da PEC 66 e aquele ‘jabuti’ que o governo tinha enfiado na Câmara para se aproveitar do pagamento, com um espaço fiscal de R$ 12,5 bilhões, eu julguei que não iam passar aquilo ali”, disse o senador, em entrevista ao site Poder360. “Nosso lado caiu no ‘conto da carochinha’ que o Jaques Wagner e o Weverton venderam ali. Então, vamos aguardar a introdução dessa anistia para ver se o resultado vai ser esse mesmo. No Senado, o jogo fica mais pesado.”

Mourão fala sobre as eleições de 2026

O senador também comentou o nome de Tarcísio para a eleição presidencial de 2026. Disse que ele “salta aos olhos”, mas afirmou que ainda há muitos fatores políticos e jurídicos em aberto. “Ele salta aos olhos dos candidatos do país, mas tem outros candidatos”, disse. “A gente tem que aguardar o que vai acontecer.”

Na semana passada, Tarcísio declarou que, se fosse eleito presidente, seu primeiro ato seria conceder indulto a Bolsonaro. Ele, no entanto, negou intenção de disputar o Planalto em 2026. “Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro”, disse. “Todo governador de São Paulo é presidenciável pelo tamanho do Estado, mas na história recente só Jânio Quadros e Washington Luís chegaram à Presidência.”

Via Revista Oeste

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