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Senado aprova endurecimento de penas contra abuso sexual digital de crianças e adolescentes

O Senado Federal aprovou, nesta sexta-feira (7), um projeto de lei de autoria do deputado federal Osmar Terra (PL-RS) que endurece as punições a crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes praticados em ambientes digitais. A redação final, consolidada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), segue para a sanção do presidente Lula (PT).

Os seguintes crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de tornarem-se hediondos, tiveram os patamares de punição alterados:

  • Produção de pornografia infantil – Atualmente: 4 a 8 anos. Com o projeto: 4 a 10 anos;
  • Venda de pornografia infantil – Atualmente: 4 a 8 anos. Com o projeto: 4 a 10 anos;
  • Divulgação de pornografia infantil – Atualmente: 3 a 6 anos. Com o projeto: 4 a 10 anos;
  • Aquisição ou armazenamento de pornografia infantil – Atualmente: 1 a 4 anos. Com o projeto: 3 a 6 anos;
  • Montagem de pornografia infantil (deepfake) – Atualmente: 1 a 3 anos. Com o projeto: 3 a 5 anos. O texto ainda é ampliado para explicitar que também se enquadra nesse crime o uso de inteligência artificial;
  • Aliciamento de menor de 14 anos – Atualmente: 1 a 3 anos. Com o projeto: 3 a 5 anos;

As penas para aliciamento infantil ainda podem aumentar em até dois terços caso o criminoso utilize inteligência artificial para alterar a própria voz ou rosto, fazendo-se passar por criança ou adolescente, “com o fim de induzir a vítima a se exibir de forma lasciva ou sexualmente explícita ou a fornecer fotografias ou vídeos sexuais ou sensuais”.