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Rubio diz que Irã perdeu controle do Estreito de Ormuz

Donald Trump e Marco Rubio (R-FL) durante um evento de campanha na Dorton Arena, em Raleigh, Carolina do Norte, EUA (4/11/2024) | Foto: Jonathan Drake/Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira, 7, que o Irã perdeu o controle do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a passagem marítima está aberta e o fluxo de petróleo se aproxima dos níveis registrados antes do início da guerra entre os dois países. As declarações ocorreram durante uma entrevista coletiva em Atenas, na Grécia.

“Há quase tanto petróleo fluindo agora quanto havia antes do início deste conflito”, afirmou Rubio. Na avaliação do secretário, o volume de exportações demonstra que Teerã não controla mais a rota estratégica.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma parcela relevante do comércio mundial de petróleo. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam pela região.

Irã contesta versão dos EUA

O Estreito de Ormuz é um pedaço de oceano relativamente estreito entre o Golfo de Omã ao sudeste e o Golfo Pérsico ao sudoeste | Foto: Reprodução/ WIkipedia

A versão de Rubio, porém, não coincide com a posição oficial do regime iraniano. Um assessor do comandante da Guarda Revolucionária afirmou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz continua fechado e que as forças do país mantêm o controle da passagem.

Mohammad Reza Naghdi disse que a situação continuará até que Teerã tenha suas exigências atendidas. O regime iraniano também condiciona a reabertura do estreito ao cumprimento de condições apresentadas aos Estados Unidos.

A divergência ocorre enquanto ataques e incidentes que envolvem navios comerciais continuam na região. Segundo a Reuters, houve pelo menos 12 episódios que envolveram petroleiros, navios de gás e outras embarcações entre 28 de setembro e 5 de outubro. O período registrou o maior número semanal de incidentes desde o início da guerra.

Rubio também afirmou que as sanções norte-americanas levaram a economia iraniana a uma situação de forte deterioração. Ele voltou a defender a ideia de que qualquer acordo entre Washington e Teerã impeça o Irã de obter uma arma nuclear. Segundo ele, essa condição deverá fazer parte de qualquer acordo que os Estados Unidos considerem aceitável.

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