“Paysandu deu bastante trabalho, principalmente no primeiro tempo. Já sabíamos que seria um jogo difícil, hoje em dia não tem mais vitória fácil. Portanto, foi importante a entrega e a dedicação, que mais uma vez meu time teve. Conseguimos um resultado difícil, com viagem longa. Tivemos uma boa exibição, que deu para o gasto e vamos levar uma pequena vantagem para o Rio de Janeiro”, iniciou o comandante cruz-maltino.
No primeiro tempo, o time carioca sofreu com a marcação intensa do Paysandu e com as brechas na defesa. Já na etapa final, o Cruz-Maltino se reorganizou e rapidamente construiu o placar com dois gols. Nos acréscimos, Brenner fez boa jogada e serviu Nuno, que fez o terceiro gol. O lance, orém, foi invalidado após o árbitro considerar falta de Brenner sobre Bispo na disputa pela bola.
“Gol legítimo. O Ramon Abatti teve uma boa atuação, mas o VAR é complicado. Futebol é esporte de contato, não houve nada no lance. Nem o zagueiro deles reclamou. Não estou reclamando, só alertando. Conseguimos fazer os dois gols, o Paysandu se desesperou um pouco e não aproveitamos mais. Mas é uma boa vantagem”, prosseguiu o treinador.
Peso emocional para Renato
A partida teve um peso emocional especial para Renato. Antes de embarcar para Belém, ele recebeu a notícia da morte de sua irmã, Iris Portaluppi. Mesmo sob abalo, decidiu permanecer à frente da equipe. Após o apito final, além de comentar sobre o desempenho do time e a polêmica da arbitragem, o treinador também falou sobre a dor da perda pessoal que enfrentava.
“Difícil falar em um momento desses, porque é difícil perder um ente querido, principalmente a minha irmã a quem eu tinha um carinho grande. Quando estava no embarque, recebi a mensagem. De ontem para hoje (terça-feira), não comi quase nada. Normal, é o sentimento. Vim aqui, fiz questão de fazer o jogo. O presidente ofereceu para eu voltar. Quis ficar com o grupo. É difícil, mas acontece com todo mundo. Levantar a cabeça e trabalhar. Que ela possa estar lá em cima, no céu, com meus pais”, concluiu Renato.