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Remédios podem ter gerado confusão, diz médica

Preso na Superintendência da Polícia Federal por romper a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que teve um episódio de “alucinação” provocado por remédios. A juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino registrou que o ex-chefe do Executivo relacionou a “paranoia” ao uso de pregabalina e sertralina. Agora, uma médica confirma que essa hipótese é possível.

Entrevistada no programa Faroeste à Brasileira, a infectologista Raquel Muarrek explicou que há estudos que associam essas substâncias a surtos. Ela ressaltou que não pode indicar a causa exata do “quadro confusional”, mas lembrou que cada organismo reage de forma distinta e que a dosagem influencia de maneira direta.

Todas as medicações tomadas por Bolsonaro devem ser levadas em consideração

A médica também mencionou a probabilidade de o paciente ter um “branco”. Segundo Raquel, um especialista que analisasse todo o histórico clínico do ex-presidente poderia esclarecer o que ocorreu. “Qualquer junta médica vai reconhecer que as drogas usadas por ele podem provocar confusão mental”, afirmou. “A discussão é se a dose está dentro do limite terapêutico ou acima do esperado.”

Raquel destacou ainda que a soma de medicamentos aumenta o risco de episódios desse tipo. Ela alertou para o fato de que o ideal é ter um profissional que acompanhe todas as prescrições do paciente. Em suas palavras, quando vários médicos introduzem substâncias diferentes, cresce a possibilidade de reações adversas. Com isso, situações de “alucinação” podem ocorrer com maior facilidade.

Via Revista Oeste

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