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Rede pede suspensão de nova regra da Ficha Limpa no STF

Rede pede suspensão de nova regra da Ficha Limpa no STF

A Rede Sustentabilidade pediu nesta segunda-feira (13) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, suspenda os efeitos da lei que alterou a Lei da Ficha Limpa e modificou a contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade. O partido apontou urgência na análise por causa da proximidade das convenções partidárias e do recesso da ministra Cármen Lúcia, relatora da ação.

O STF analisa a constitucionalidade da Lei Complementar 219 de 2025, que mudou as regras para a contagem do período de inelegibilidade. Pela nova norma, o prazo começa a valer a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena. Na prática, a alteração pode beneficiar políticos que já perderam os direitos eleitorais, entre eles Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e José Roberto Arruda.

Cármen Lúcia já votou pela inconstitucionalidade da lei. No entendimento da ministra, a nova regra representa um “cenário de patente retrocesso” e viola os princípios da moralidade administrativa. No entanto, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento.

Rede alerta para insegurança eleitoral e pede veto à nova regra

Diante da suspensão da análise e do recesso no Supremo, a Rede solicitou que Fachin conceda uma liminar para barrar imediatamente os efeitos da legislação. Como presidente da Corte, o ministro responde pelos pedidos urgentes até 15 de julho. Depois dessa data, o vice-presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes, assumirá o plantão até 2 de agosto.