Teresina - Piauí quinta-feira, 18 de junho 34°C
Destaque / Economia

Receita mira esquema de bets clandestinas autorizadas por prefeitura

Receita mira esquema de bets clandestinas autorizadas por prefeitura

Uma ofensiva contra plataformas de apostas clandestinas cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18), emitidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos (RN). A chamada operação Conto da Sorte apura a existência de uma organização criminosa que teria utilizado laranjas em 37 empresas vinculadas ilegalmente às chamadas bets.

As ações ocorreram nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo e contam com a participação de diversos órgãos:

  • Receita Federal;
  • Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN);
  • Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN);
  • Secretaria de Fazenda do Estado do Rio Grande do Norte;

Os problemas começaram quando uma loteria municipal, a Lotseridó, da Prefeitura de Bodó (RN), começou a emitir autorizações para o funcionamento de bets, o que o Supremo Tribunal Federal (STF) já entendeu não ser possível em uma liminar que teve seu referendo atrasado por um pedido do ministro Flávio Dino para a remessa do plenário virtual ao plenário físico (ADPF 1212). A Lotseridó deixou de existir em outubro de 2025, mas as bets continuaram a atuar.

“Identificou-se, inclusive, que alguns dos sócios ostensivos seriam beneficiários de auxílio emergencial, enquanto outras empresas teriam sido colocadas em nome de parentes dos investigados”, diz a nota da Receita Federal.

Para tentar conter números desfavoráveis nos indicadores econômicos, sobretudo os relacionados ao endividamento das famílias, o governo federal tem sido rígido na regulamentação do mercado de apostas em quota fixa. Em uma das movimentações, sites como o polymarket foram forçados a se adequar a um de dois enquadramentos possíveis: ou seriam plataformas de investimento em derivativos e, com isso, só poderiam versar sobre temas ancorados em indicadores, como dados econômicos e políticos, ou seriam empresas de apostas e, com isso, deveriam se sujeitar a toda a regulamentação da Secretaria de Prêmios e Apostas, incluindo a limitação do escopo a temas esportivos.

Fonte

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.