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Quem são os 13 brasileiros deportados por Israel

Depois de serem detidos em uma flotilha que viajava em direção à Faixa de Gaza, 13 brasileiros ativistas foram liberados pelas autoridades de Israel e chegaram à Jordânia nesta terça-feira, 7. O Ministério das Relações Exteriores confirmou a informação no início da manhã, destacando que todos estão em segurança no país vizinho.

O Itamaraty não forneceu detalhes sobre o eventual retorno dos ativistas ao Brasil depois da chegada à capital jordaniana. Até o momento, apenas Nicolas Calabrese, ítalo-argentino residente no Brasil, voltou ao Rio de Janeiro com apoio da diplomacia italiana na noite desta segunda-feira, 6.

Identidade dos deportados por Israel

Segundo o movimento Global Sumud Flotilla, o grupo deixou a Prisão de Ktzi’ot, em Israel, cruzou a Ponte Allenby/Rei Hussein e desembarcou na Jordânia por volta das 6 horas (de Brasília). Assim que chegaram a Amã, a Embaixada do Brasil prestou assistência, incluindo consultas médicas para avaliar a saúde dos ativistas.

Entre os brasileiros deportados estão:

  1. Thiago Ávila – internacionalista e organizador de missões no Mediterrâneo;
  2. Bruno Gilga Rocha – funcionário da Universidade de São Paulo e representante sindical;
  3. Lucas Farias Gusmão – ativista baiano;
  4. João Aguiar – integrante do Movimento Global para Gaza;
  5. Mohamad El Kadri – presidente do Fórum Latino-Palestino;
  6. Mariana Conti – vereadora em Campinas (Psol-SP);
  7. Gabrielle Tolotti – presidente do Psol no Rio Grande do Sul;
  8. Ariadne Telles – advogada no Amazonas;
  9. Lisiane Proença – comunicadora;
  10. Magno Carvalho Costa – militante sindical;
  11. Victor Nascimento Peixoto – professor e pesquisador;
  12. Luizianne Lins – deputada federal (PT-CE) e ex-prefeita de Fortaleza; e
  13. Miguel Viveiros de Castro – documentarista e fundador de coletivos de mídia independente.

Todos permanecem sob assistência da diplomacia brasileira em Amã. A Flotilha Global Sumud, composta de mais de 40 embarcações e 420 ativistas de diversas nacionalidades, tinha, segundo o governo brasileiro, caráter pacífico e buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Forças militares israelenses interceptaram as embarcações por navegarem irregularmente em águas internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que os navios não levavam nenhum mantimento para ajuda humanitária. “Nunca se tratou de levar ajuda a Gaza”, disse um dos porta-vozes do governo israelense. “Tratava-se das manchetes e dos seguidores em redes sociais.”

Via Revista Oeste

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