Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quinta-feira, 7, resultou na prisão do humorista e influenciador Maurício Martins Júnior, conhecido como Maumau, em São Paulo. A ação faz parte de uma investigação que apura lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que envolve influenciadores digitais responsáveis pela divulgação de jogos de azar nas redes sociais.
Durante o cumprimento dos mandados, Maumau foi detido em flagrante depois de agentes localizarem uma arma sem registro em sua residência. O influenciador soma 3,4 milhões de seguidores no Instagram, em que costuma promover sorteios e plataformas de jogos virtuais, apresentando uma rotina de viagens e veículos de alto valor.
Relações e conexões dos investigados
Entre suas conexões, destaca-se a amizade com Renato Cariani, empresário e influenciador fitness, padrinho da filha de Maumau.
Maumau aparece frequentemente em publicações ao lado de outros nomes conhecidos, como Carlinhos Maia, e músicos como Tierry e PK Delas. Ele também mantém contato próximo com Rafael da Rocha Buarque, outro investigado na operação. As diligências ocorrem em diferentes Estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Detalhes da investigação contra Maumau e alcance da operação
Além de Maumau, a operação investiga outros perfis de destaque, como Bia Miranda, Jenny Miranda, Gato Preto e Rafael, todos suspeitos de promover o chamado “jogo do tigrinho” e similares nas redes sociais. Segundo as apurações, as postagens de tais influenciadores prometem ganhos fáceis para atrair seguidores às plataformas de apostas.
A Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) lidera a Operação Desfortuna, que identificou sinais de enriquecimento incompatível e movimentações financeiras acima de R$ 4,5 bilhões em contas vinculadas aos investigados e empresas de fachada.
De acordo com a Polícia Civil, “no decorrer das investigações, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores, que ostentavam nas redes sociais estilos de vida luxuosos, com viagens internacionais, veículos de alto padrão e imóveis de alto valor”.
Segundo a investigação, além da promoção de jogos ilegais, há suspeita de estruturação em células com funções divididas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas fictícias, o que caracteriza lavagem de dinheiro. Foram também encontradas ligações entre investigados e pessoas com histórico no crime organizado, ampliando a complexidade do caso.