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Quem é Keiko Fujimori, a nova presidente do Peru

Com Fujimori à frente, Peru encerra processamento de atas

A apuração do segundo turno da eleição presidencial no Peru indicou na madrugada desta quarta-feira (24, horário de Brasília) a vitória da candidata conservadora Keiko Fujimori, de 51 anos, que concorreu à presidência pela quarta vez, após perder no segundo turno as eleições de 2011, 2016 e 2021.

Filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), ela foi uma das primeiras-damas mais jovens do mundo, ao assumir o cargo aos 19 anos de idade, em agosto de 1994, depois que sua mãe, Susana Higuchi, se separou do então presidente.

Keiko estudou administração de empresas na Universidade de Boston e obteve um MBA pela Universidade de Columbia.

Voltou ao Peru em 2005 e, no ano seguinte, foi eleita para o Congresso com número recorde de votos nas eleições para o Parlamento peruano.

Assim como o pai, que foi condenado por corrupção e violação de direitos humanos (morreu em setembro de 2024), Keiko teve problemas com a Justiça: devido a acusações de lavagem de dinheiro em suas campanhas eleitorais, ela passou quase um ano e meio em prisão preventiva, entre 2018 e o início de 2020. Posteriormente, o caso foi arquivado pela Justiça peruana.

Repetindo o discurso do pai, que derrotou o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso e estabilizou a economia do Peru, Fujimori priorizou metas sobre segurança pública e econômicas no seu plano de governo.

Segundo propostas compiladas pelo site Infobae, na primeira área, ela prometeu a criação de Centros de Comando e Videovigilância (C5i) interligados nas 24 regiões peruanas; implementação de mil viaturas de patrulhamento inteligente e 10 mil câmeras por meio de decretos de emergência; construção de quatro megapresídios sob administração temporária das Forças Armadas; expansão das unidades de “Flagrante Expresso”; e bloqueio total de sinais de celular nas unidades prisionais.

Com isso, a conservadora espera até 2031 reduzir a taxa de homicídios em 20% e diminuir a taxa de impunidade de 90% para 50%.

Na área econômica, Fujimori quer fomentar a economia de mercado, manter a independência do Banco Central, reduzir o déficit para 1% do PIB até 2031 e atrair investimentos privados adicionais de até US$ 7 bilhões por ano.

Seu principal desafio será superar a instabilidade política no Peru: o país teve oito presidentes desde 2016, quando o esquerdista Ollanta Humala foi o último mandatário a cumprir na íntegra o mandato de cinco anos, e vários ex-presidentes sofreram condenações judiciais nos últimos anos.

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