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Quais as chances de uma ação militar dos EUA no Brasil

Relação Lula e Trump: entenda a crise diplomática de abril

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu um novo capítulo na relação conturbada com a Casa Branca nesta semana ao sugerir em uma avaliação que os EUA poderiam agir militarmente em território brasileiro para atingir as facções brasileiras classificadas como terroristas em junho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A administração de Donald Trump descreveu como “absurdas” as alegações expressas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma carta endereçada a parlamentares nos últimos dias de que a designação daria margem a ações extraterritoriais, algo que Washington rechaçou.

Desde que designaram o PCC e o CV como organizações terroristas, os EUA têm destacado que as facções oriundas do Brasil são atualmente uma das principais ameaças à segurança nacional. Recentemente, quando o Departamento do Tesouro anunciou sanções a brasileiros e empresas sediadas em São Paulo com supostos vínculos com o PCC, o governo Trump descreveu a organização criminosa como a maior do Hemisfério Ocidental.

Segundo o governo americano, o crime organizado do Brasil já conseguiu expandir suas atividades para países como Reino Unido, Turquia e Japão. Para evitar que ganhe terreno nos EUA, o governo Trump adotou as medidas contraterrorismo focadas em sanções financeiras para defender o povo americano dessas organizações que já passaram a atuar dentro do país – recentemente, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) prendeu um ex-chefe do PCC e do CV durante uma abordagem da polícia de imigração na Carolina do Norte.