Milhões de pessoas participaram neste sábado, 18, de manifestações contra o governo do presidente Donald Trump em mais de 2 mil cidades dos Estados Unidos. Os protestos, reunidos sob o nome “No Kings”, ocorreram também em cidades da Europa, segundo informou a Fox News.
A mobilização é a segunda de grande escala promovida por grupos opositores desde o começo do segundo mandato de Trump. Em Washington, D.C., organizadores relataram mais de 200 mil participantes próximos ao Capitólio. Em Nova York, a Polícia confirmou a presença de cerca de 100 mil manifestantes espalhados pelos cinco distritos da cidade.
Durante os protestos, diversas lideranças democratas compareceram e fizeram discursos. Em Chicago, o prefeito Brandon Johnson declarou: “Estamos prontos para destruir o autoritarismo de uma vez por todas”. Em Boston, a senadora Elizabeth Warren afirmou: “Eles sabem que Trump não é um rei, mas parecem ter perdido algo”.
Em Nova York, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, participou do ato ao lado de sindicatos e publicou: “Não temos ditadores na América e não permitiremos que Trump continue corroendo nossa democracia”. Também participou dos atos o senador Adam Schiff, que declarou: “Jogamos fora um rei há 250 anos e não vamos voltar”.
Trump é alvo de protestos nos EUA
Além dos atos políticos, algumas manifestações incluíram performances simbólicas. Em São Francisco, manifestantes se organizaram na areia da praia para formar a frase “No Kings” ao lado de “Yes on 50”, em apoio à Proposição 50, que prevê mudanças no mapa eleitoral da Califórnia.
A cobertura da Fox News também registrou momentos de tensão. Em Myrtle Beach, uma mulher foi presa ao apontar uma arma nas proximidades do protesto. Já em Nova York, cânticos compararam autoridades de imigração e polícia a grupos extremistas. Panfletos com frases como “os bilionários são o inimigo” também circularam entre os manifestantes.
Segundo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, “a Califórnia continuará resistindo pacificamente à tomada autoritária da administração Trump”. Em publicação, ele reforçou que os valores norte-americanos estariam “sob ataque”.
As manifestações foram organizadas como um contraponto ao que os organizadores chamam de “políticas bilionárias e militarizadas” do governo Trump. De acordo com nota publicada, o objetivo do evento é mostrar ao mundo que “os Estados Unidos não têm reis” e que “o poder pertence ao povo”.