O Ministério Público da Itália concluiu que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) não corre risco de violação do seus direitos humanos em caso de extradição para o Brasil. O parecer da promotoria já está na Justiça italiana. O posicionamento rejeita principalmente os argumentos da defesa da parlamentar. Advogados alegam perseguição política e cerceamento de defesa no processo que levou à sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme o documento, as decisões que partiram do Judiciário brasileiro basearam-se em “múltiplas provas consistentes”. Elas incluíram documentos e gravações telefônicas. Dessa forma, o MP italiano considerou infundada a narrativa de que Zambelli seria vítima de perseguição política.
Itália: derrotas enfraquecem defesa
Segundo o jornal O Globo, aliados e pessoas próximas à deputada avaliam que as sucessivas derrotas na Justiça italiana enfraquecem ainda mais as contestações e indicam o avanço de um possível processo de extradição. O parecer, que se tornou público na última segunda-feira, 20, representaria um passo importante na volta de Zambelli ao Brasil para cumprir pena.
A decisão do MP italiano deve agora ir à análise de um tribunal de apelação, responsável por autorizar ou não a extradição. Caso a Justiça acate o parecer, o governo brasileiro poderá formalizar o pedido e dar início ao processo de repatriação da parlamentar
Em junho deste ano, a deputada deixou o Brasil para evitar o cumprimento da sentença de dez anos de prisão. A Primeira Turma do STF impôs a pena por unanimidade. Zambelli responde por envolvimento em uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).