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Projeto da oposição de controlar Senado tem crises no Rio e SP

Projeto da oposição de controlar Senado tem crises no Rio e SP

Berço político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Estado do Rio de Janeiro pode não eleger nenhum candidato a senador apoiado por seu grupo político na eleição de outubro. Exatamente 40 dias depois que o principal pré-candidato, o ex-governador Cláudio Castro (PL), anunciou que desistia da corrida pelo Senado, após ser alvo de investigação, nesta terça-feira (7) foi a vez do outro pré-candidato, Márcio Canella (União Brasil), ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Investigado por lavagem de dinheiro, ele acabou preso por porte ilegal de arma.

São Paulo é outro cenário de risco para a oposição, não por turbulências ligadas a investigações criminais, mas porque as duas pré-candidatas da chapa do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet – lideram as pesquisas de intenção de voto.

No Rio, as três cadeiras atuais no Senado são ocupadas por parlamentares vinculados a Bolsonaro, todos do PL. O ex-jogador Romário foi eleito em 2022 e está garantido no cargo até 2030, mas em outubro estarão em disputa as vagas ocupadas por Flávio Bolsonaro, o filho de Jair que será candidato a presidente da República, e por Carlos Portinho.

O grupo político de Bolsonaro planejava que essas vagas fossem ocupadas por Castro e Canella, mas o primeiro já desistiu e a situação do segundo ficou mais frágil após ter sido alvo de operação da PF.