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Policiais mortos em operação vão receber maior honraria do Rio

Os quatro policiais mortos durante a operação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, serão condecorados com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Marcelo Dino (União Brasil), que também é policial militar, e aprovada em plenário na quarta-feira 29, um dia depois das mortes. Os familiares das vítimas serão convidados a receber a homenagem póstuma no plenário da Casa.

Os homenageados são os policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e os policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho. A sessão também teve um minuto de silêncio em memória das vítimas.

Quem são os 4 policiais que morreram durante operação no Rio

Quatro policiais — dois civis e dois militares — morreram durante a Operação Contenção, deflagrada na terça-feira 28 nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação terminou com 121 mortos, segundo o governo fluminense — a Defensoria Pública fala em 132 óbitos.

Marcus Vinícius tinha 26 anos de carreira e havia sido promovido a comissário na véspera da operação. Ele ingressou na Polícia Civil em 1999 e chefiava o setor de investigações da 53ª DP. Já Cabral, que estava na corporação havia menos de dois meses, era lotado na 39ª DP, responsável por uma das áreas mais violentas da zona norte.

De acordo com a Polícia Civil, Marcus Vinícius e Cabral foram atingidos na chegada das equipes ao Complexo da Penha, quando traficantes do Comando Vermelho (CV) reagiram e montaram barricadas. Os dois chegaram a ser levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram.

Os sargentos, baleados em confrontos na Vila Cruzeiro, também foram socorridos ao hospital e morreram em decorrência dos ferimentos. Serafim ingressou na corporação em 2008 e deixa mulher e uma filha. Outro integrante do Bope, Fonseca, policial desde 2011, deixa mulher, dois filhos e um enteado.

Doações para agentes hospitalizados

Delegado Bernardo Leal Anne Dias | Foto: Reprodução/Redes sociais
O delegado Bernardo Leal Anne Dias está hospitalizado em estado grave | Foto: Reprodução/Redes sociais

Durante a cerimônia, Marcelo Dino leu a última conversa de uma das vítimas com a mulher e mencionou o estado de saúde grave do delegado Bernardo Leal Annes Dias, que também foi baleado durante a incursão.

Pelas redes sociais, o deputado iniciou uma campanha de doação de sangue para Leal e outros policiais feridos que estão internados no Hospital Getúlio Vargas. As doações devem ser feitas no Hemorio, informando o nome completo dos pacientes.

Também estão hospitalizados os policiais Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos do Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares.

Via Revista Oeste

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