O plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) inclui a defesa da vida “desde a concepção” entre os valores considerados inegociáveis pela candidatura à Presidência da República. A referência aparece logo na apresentação do documento, que foi antecipado pelo Portal Claudio Dantas, no bloco dedicado aos princípios que devem orientar um eventual governo.
A expressão coloca a defesa da vida desde a concepção entre os principais valores apresentados pelo candidato e sinaliza o posicionamento da candidatura em relação ao debate sobre o aborto.
“Nossa forma de governar permanece fiel a valores que consideramos inegociáveis e que sustentam a sociedade brasileira: o respeito à liberdade, à família, à vida desde a concepção, à propriedade privada, à democracia, à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.”
O documento, Intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, também defende o fortalecimento das famílias e uma atuação do Estado voltada à criação de condições para que os cidadãos tenham autonomia e prosperidade.
Família no centro das políticas
O plano trata a família como uma das bases da sociedade e afirma que o Estado deve respeitar sua autonomia. A proposta é retomada em diferentes áreas do programa, inclusive na educação e nas políticas voltadas às mulheres.
Na educação, Flávio defende que os pais tenham protagonismo na formação dos filhos. O documento afirma que cabe às famílias decidir os valores que serão transmitidos às crianças e promete combater o que classifica como “doutrinação político-partidária” nas escolas.
“Quem decide sobre os valores que o filho recebe são os pais.”
O programa também propõe ampliar as escolas cívico-militares e defende uma educação orientada pela disciplina, pelo mérito e pelo respeito aos valores familiares.
Liberdade religiosa
A defesa da liberdade religiosa também aparece entre os princípios considerados inegociáveis pela candidatura. O tema é apresentado junto à liberdade de expressão, à propriedade privada e à democracia.
A proposta é apresentada dentro de uma visão de governo que, segundo o documento, deve garantir liberdade para que famílias e indivíduos conduzam suas próprias escolhas, sem dependência excessiva do Estado.