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PL lança quase o dobro de candidatos ao Senado que PT

O PL lançou 33 candidatos próprios ao Senado para as eleições de 2026, enquanto o PT apresentou 19 nomes. Neste ano, serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do Senado. Cada Estado elegerá dois senadores.

Além dos candidatos do próprio partido, o PL declarou apoio a outros 14 nomes de legendas como União Brasil, Novo e Republicanos. A sigla tem candidatos em 25 das 27 unidades da Federação.

O PT, por sua vez, apoia candidatos de outras legendas em 18 Estados. A composição inclui sete nomes do MDB, seis do PSB, quatro do PSol, três do PSD, dois do PV e candidatos de Rede, Solidariedade, PDT e União Brasil.

Entre os nomes apoiados pelo PT estão Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Helder Barbalho (MDB-PA), Cid Gomes (PSB-CE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP).

A legenda também lançou candidaturas próprias em Estados como Acre, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Maioria no Senado entra na disputa de 2026

A eleição ganhou peso para os dois principais campos políticos. Com 54 vagas em jogo, o resultado poderá alterar a composição da Casa e a relação entre o Congresso, o Executivo e o STF.

Atualmente, o PL é a maior bancada individual do Senado, com 15 senadores, à frente de PSD, que tem 14.

Entre os senadores com mandato encerrando em 2027, há parlamentares que tentarão a reeleição e outros que disputarão cargos diferentes ou não concorrerão. Flávio Bolsonaro, por exemplo, deixou a disputa pelo Senado para concorrer à Presidência da República.

O objetivo declarado pelos grupos políticos é ampliar suas respectivas bancadas e conquistar maioria na Casa.

Segundo os dados apresentados no levantamento, o campo governista conta atualmente com cerca de 32 senadores, enquanto a oposição reúne 14. A composição, porém, pode mudar após as eleições.

Disputa envolve relação com o STF

A composição do Senado também é relevante porque cabe à Casa participar de processos de responsabilização de ministros do STF, além de analisar indicações para tribunais superiores.

A relação entre o governo Lula e o Senado sofreu desgaste durante a atual legislatura. Um dos episódios citados é a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF, após votação no plenário da Casa.

A dificuldade do governo em formar maioria levou Lula a defender, em diferentes ocasiões, a ampliação da bancada governista no Senado.

Do outro lado, setores da oposição trabalham para ampliar a representação de direita na Casa. A estratégia bolsonarista de aumentar a bancada no Senado e utilizar o resultado para pressionar o STF já é apontada como um dos fatores que elevaram a importância da eleição de 2026.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já afirmou que a Casa “não é órgão de correção do STF” e que abrir um processo de impeachment contra um ministro da Corte representaria criar “mais um” problema para o Brasil.

Nota: não estou fazendo avaliação ou recomendação entre partidos ou candidatos. Os números e o contexto acima apenas organizam informações eleitorais e institucionais disponíveis em fontes públicas.

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