O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou, nesta quarta-feira, 26, o arquivamento da investigação sobre a responsabilidade do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) nos eventos do 8 de janeiro de 2023.
A decisão final sobre o caso cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá deliberar sobre a manifestação do Ministério Público. É comum que o STF confirme tais arquivamentos.
Colaboração e defesa de Ibaneis Rocha

À época, Ibaneis Rocha sofreu um afastamento temporário do cargo de governador durante a investigação, mas colaborou com as autoridades. Ele entregou dois celulares à Polícia Federal (PF) para perícia. Nos aparelhos, havia documentos que repudiavam os atos e solicitavam apoio da Força Nacional para proteger a Praça dos Três Poderes.
O parecer de Gonet destacou que não foram encontradas evidências de que Ibaneis tenha dado ordens para alterar o planejamento de segurança. O PGR não encontrou indícios de que o governador tenha tentado desfazer decisões de autoridades ou omitir informações ao governo federal.
Também não houve, por parte do governador do DF, impedimento de ação de contenção dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão das sedes dos Três Poderes. Os registros telefônicos de Ibaneis mostraram 36 ligações nos entre os dias 7 e 8 de janeiro daquele ano. Na visão da Justiça, esse fato indica uma busca por diálogo com autoridades.
O advogado de Ibaneis Rocha, Alberto Zacharias Toron, afirmou que o pedido de arquivamento da investigação é “uma manifestação mais do que justa do PGR”. “O governador Ibaneis foi arrolado em duas denúncias diferentes como testemunha e nada se provou contra ele”, disse. “Fez-se justiça”.