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Paulinho da Força volta ao comando do Solidariedade

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Depois que Eurípedes Gomes Macedo Júnior se entregou à Polícia Federal (PF), neste sábado, 15, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), até então vice-presidente do partido, assume a presidência da legenda.

Mais cedo, conforme mostrou Oeste, Eurípedes se entregou à Superintendência da PF, em Brasília. Suspeito de comandar um esquema milionário de desvios de recursos dos fundos eleitoral e partidário, ele chegou a ser considerado foragido pela Justiça brasileira — e seu nome passou a constar na lista da Interpol.

O dirigente se tornou alvo da PF na última quarta-feira, 12. Na ocasião, a corporação deflagrou a Operação Fundo do Poço. De acordo com as investigações, Macedo Júnior seria protagonista de esquema que seria responsável pelo desvio de R$ 36 milhões.

Com mandado de prisão em aberto, o presidente do Solidariedade passou a ter o status de foragido. “Líder de organização criminosa” foi a forma que a PF o definiu.

Ainda de acordo com as informações, parentes de Macedo Júnior teriam se beneficiado diretamente dos desvios de dinheiro público. Conforme a denúncia, a mulher, a mãe, a cunhada, um primo, filhos e sobrinhos do presidente do Solidariedade viajaram ao exterior partir de recursos desviados dos fundos. O roteiro internacional passou por países como, por exemplo Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, França, Itália, México e República Dominicana.

Quem é Paulinho da Força

Deputado federal desde 2007, o líder sindical não foi reeleito em 2022. Em 2020, Paulinho da Força foi condenado a dez anos e dois meses de reclusão em uma ação penal julgada pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por crime contra o Sistema Financeiro Nacional e pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em setembro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou o pedido de candidatura de Paulinho com base na Lei da Ficha Limpa. No entanto, após acionar a Suprema Corte, o ex-deputado conseguiu uma liminar para concorrer à Câmara Federal, apesar de não ter conseguido votos suficientes.



Via Revista Oeste

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