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Papa fala em tensão EUA-Cuba e aborto como “destruidor” da paz

Leão XIV reza Te Deum em agradecimento pelo ano de 2025

Em um único fim de semana, duas manifestações fortes marcaram posicionamento do papa Leão XIV, No sábado ele voltou a colocar a defesa da vida no centro do debate internacional ao afirmar que o aborto é “o maior destruidor da paz” e neste domingo manifestou preocupação com a tensão EUA-Cuba.

A declaração foi feita durante audiência no Vaticano com participantes de um encontro humanitário e retomou palavras de Santa Teresa de Calcutá, frequentemente citada por setores que defendem a proteção integral do nascituro. Para o pontífice, não é possível falar em paz verdadeira enquanto a sociedade aceita a eliminação dos mais vulneráveis e naturaliza a exclusão dos que ainda nem tiveram a chance de nascer.

Ao aprofundar o argumento, o papa advertiu que a humanidade trava uma “guerra contra si mesma” quando descarta os frágeis, ignora os pobres e se mantém indiferente ao sofrimento de refugiados e povos oprimidos.

Segundo Leão XIV, nenhuma política pública pode ser considerada legítima se nega o direito à vida ou se recusa a oferecer apoio material e espiritual às mulheres em situação de dificuldade. Ele também voltou a criticar o uso de recursos públicos para financiar o aborto, defendendo que verbas estatais sejam direcionadas ao amparo às mães e à proteção da vida desde a concepção.

Já neste domingo (1º), um dia depois da forte manifestação sobre o aborto, o papa manifestou “grande preocupação” com a escalada de tensões entre os Estados Unidos e Cuba. O alerta ocorre em meio ao endurecimento do discurso do governo norte-americano, que voltou a ameaçar Havana com sanções mais severas, inclusive no setor energético, após movimentos geopolíticos envolvendo aliados do regime cubano.

Sem relativizar o caráter autoritário do governo da ilha, o pontífice ressaltou que confrontos políticos e econômicos acabam recaindo, sobretudo, sobre a população civil, já duramente afetada por crises sucessivas. Alinhando-se à posição dos bispos cubanos, Leão XIV fez um apelo direto às lideranças internacionais para que busquem o diálogo e evitem ações que ampliem o sofrimento do povo cubano.

Para o papa, a paz exige responsabilidade, prudência e disposição real para a negociação, especialmente entre países vizinhos historicamente marcados por rivalidades ideológicas. Ele ainda expressou a esperança de que grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, possam servir como ocasião para gestos concretos de distensão, retomando o espírito da trégua olímpica como símbolo de fraternidade entre as nações.

Via Gazeta do Povo

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