Início Ciência e tecnologia O curioso caso do animal “Benjamin Button” que envelhece ao contrário

O curioso caso do animal “Benjamin Button” que envelhece ao contrário

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A medusa imortal não recebeu esse nome à toa: a estranha água-viva consegue envelhecer “ao contrário”, voltando no tempo e assumindo uma forma mais jovem. Porém, apesar de extremamente rara, a habilidade não é exclusiva dessa espécie: cientistas descobriram outro animal marinho capaz de desafiar o envelhecimento.

Entenda:

  • A água-viva Mnemiopsis leidyi, também chamada de noz-do-mar, é capaz de envelhecer “ao contrário”;
  • A descoberta, revelada em um estudo recente, mostra que a espécie consegue partir da forma adulta de volta para o estágio larval;
  • Além disso, a espécie também possui impressionantes capacidades de regeneração;
  • A habilidade de rejuvenescimento também é observada na medusa imortal.
Mnemiopsis leidyi consegue envelhecer “ao contrário”. (Imagem: Dan_Manila/Shutterstock)

A Mnemiopsis leidyi, também chamada de noz-do-mar, é uma espécie de água-viva conhecida por suas impressionantes capacidades de regeneração. Agora, pesquisadores de um novo estudo publicado na PNAS descobriram que a estranha criatura também tem a habilidade de se desenvolver ao contrário.

Água-viva que envelhece “ao contrário” voltou ao estágio larval

Quando Joan J. Soto-Angel, autor do estudo, percebeu que uma M. leidyi adulta retornou ao estágio larval, ele se uniu ao colega Pawel Burkhardt para investigar o caso. A dupla expôs 65 águas-vivas da espécie a estresses como fome e ferimentos físicos, e 13 delas conseguiram retornar à juventude.

Mnemiopsis leidyi voltou da fase adulta ao estágio larval. (Imagem: Dan_Manila/Shutterstock)

“Ao longo de várias semanas, eles não apenas remodelaram suas características morfológicas, mas também tiveram um comportamento alimentar completamente diferente”, explicou Soto-Angel em um comunicado

“Este é um momento muito emocionante para nós. A descoberta fascinante abrirá portas para muitas descobertas importantes. Será interessante revelar o mecanismo molecular que impulsiona o desenvolvimento reverso e o que acontece com a rede nervosa do animal durante este processo”, acrescentou Burkhardt.

Via Olhar Digital

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