Em uma postagem no X, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou a decisão dos Estados Unidos de retirar as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão — que exclui Moraes, sua mulher e suas empresas da Lei Magnitsky — foi anunciada nesta sexta-feira, 12, mas não houve justificativa do governo de Donald Trump.
Para Nikolas, trata-se de uma medida tomada em um “cenário complexo” cuja responsabilidade não pode ser atribuída aos brasileiros ou aos parlamentares que enfrentam a “tirania instalada”. Para ele, fazer essa associação é “perverso” e “uma fraude intelectual”.
Ele escreveu: “Atribuir ao povo brasileiro ou aos parlamentares a responsabilidade por uma decisão geopolítica tomada pelos Estados Unidos não é apenas um erro de análise — é uma fraude intelectual. Trata-se de uma tentativa conveniente de simplificar um cenário complexo, deslocando injustamente a responsabilidade para quem, na prática, tem enfrentado pressões e riscos reais dentro do país”.
Na postagem, ele afirma que “no Brasil, há gente pagando um preço alto por enfrentar a tirania instalada”. “Apontar o dedo para esses é mais do que injusto: é perverso. Sou testemunha do árduo trabalho dos meus colegas parlamentares na busca pela liberdade do país, contra os abusos do judiciário e do governo petista.”
O parlamentar finaliza a postagem defendendo a união da direita. “O país não precisa de bodes expiatórios nem de narrativas infantis”, afirmou. “Precisa de lucidez, caráter e união. Dividir o povo e quem os representa é o último recurso de quem já perdeu qualquer compromisso com a verdade. Unir-se, neste momento, não é opção retórica — é condição de sobrevivência moral e política.”
As sanções impostas a Moraes
Os EUA impuseram as sanções da Lei Magnitsky a Moraes em 30 de julho. Posteriormente, a mulher dele, Viviane Barci, também foi incluída nas restrições. A justificativa do governo de Donald Trump é que Moraes violou sistematicamente os direitos humanos ao censurar cidadãos brasileiros e norte-americanos.
Com a sanção, informada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA, todos os bens de Alexandre de Moraes nos EUA ficaram bloqueados, assim como qualquer empresa ligada a ele. O ministro também impedia o ministro e sua mulher de realizarem transações com cidadãos e empresas dos EUA, como o uso de cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
A retirada das sanções contra Moraes não é inédita. Os EUA já recuaram em outros casos, como o de autoridades de Israel e do Paraguai.