Em meio ao aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos, o ditador Nicolás Maduro pediu publicamente, em Caracas, que os norte-americanos evitem conflitos armados.
Com fala em inglês, Maduro declarou: “No crazy war, please”, durante evento transmitido pela televisão estatal, nesta quinta-feira, 23. A fala significa: “Sem guerra louca, por favor”.
A solicitação do ditador ocorre depois que o governo dos Estados Unidos anunciou ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano. Segundo a Casa Branca, o objetivo dessas ações é combater o narcotráfico e promover a repatriação de cidadãos norte-americanos presos na Venezuela. Veja as declarações no vídeo abaixo.
Maduro critica movimentações dos EUA e pede paz
🇻🇪🇺🇸 | “No crazy war, please, please, please. No querer guerra”. Maduro intenta dedicarle en ingles unas palabras a Trump. pic.twitter.com/PKzU3gsBip
— Mundo en Conflicto 🌎 (@MundoEConflicto) October 23, 2025
O ditador venezuelano reforçou que o país deseja manter a paz e, em espanhol, voltou a dizer: “No a la guerra loca”. O significado é o mesmo para todas as frases. Também mencionou considerar as movimentações dos EUA uma ameaça de invasão e acusou Washington de tentar instaurar um “cerco” militar e político, com o objetivo de forçar uma mudança de governo e controlar as reservas de petróleo venezuelanas.
Durante o discurso, Maduro ironizou seu domínio do inglês e afirmou, em tom bem-humorado: “Isto se chama linguagem tarzaneada”. “Traduzido para o espanhol tipo Tarzan seria: não guerra, não querer guerra, não à guerra dos loucos, não à loucura da guerra”, afirmou o ditador.
Operações militares dos EUA e resposta venezuelana
A autorização para as medidas norte-americanas partiu do presidente Donald Trump, que intensificou ações militares no Mar do Caribe. O republicano alega querer o combate ao tráfico internacional de drogas.
No domingo 19, Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, informou sobre a destruição de mais uma embarcação na região.
Helicópteros da unidade de elite Night Stalkers foram avistados em exercícios a menos de 150 quilômetros da costa venezuelana, próximo a plataformas de petróleo e gás. Essas operações coincidem com o aumento da presença militar ordenada por Trump como demonstração de força perante a ditadura de Maduro.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que “qualquer tentativa de operação da CIA falhará” e acusou os EUA de promoverem um plano para mudar o regime no país. A ditadura também confirmou que realizará exercícios militares na costa do Caribe para defender a soberania e a integridade territorial.