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Destaque / Economia

Move Brasil: programa de Lula favorece avanço de marcas chinesas

CUT se uniu a montadoras para pedir fim de incentivos à BYD

Programa criado pelo governo para renovar a frota de taxistas e motoristas de aplicativo com uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões, o Move Brasil deve impulsionar principalmente as montadoras chinesas instaladas no país.

Embora também contemple veículos flex, as regras do programa, somadas ao perfil dos modelos elegíveis e ao momento vivido pelo mercado, favorecem fabricantes como BYD, GWM e Geely. Essas marcas concentram boa parte dos carros elétricos e híbridos enquadrados no limite de R$ 150 mil estabelecido pelo governo Lula e no lançamento da iniciativa estavam com elevados estoques de veículos no Brasil.

Segundo as regras do Move Brasil, o financiamento pode cobrir até 100% do valor do automóvel, com carência de seis meses e juros limitados a 12,6% ao ano — menos da metade da taxa média praticada pelo mercado para esse tipo de operação.

Apesar de não restringir a participação a carros importados, o regulamento também não exige produção nacional. Com isso, podem ser financiados tanto veículos importados prontos quanto modelos montados no Brasil a partir de kits trazidos do exterior — os chamados CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados).