O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não compareceu à premiação Excelência Parlamentar 2025, promovida pelo site Ranking dos Políticos nesta quarta-feira, 10. A ausência se dá depois de uma confusão generalizada entre a Polícia Legislativa e jornalistas marcar a cobertura do protesto do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), nesta terça-feira, 9, no Congresso Nacional.
Em meio a processo que pode cassar seu mandato, Braga decidiu invadir a mesa diretora da Câmara na tarde desta terça-feira, com intuito de atrapalhar o trabalho legislativo. O deputado se sentou no lugar reservado ao presidente da Casa, de onde foi tirado à força pelos policiais legislativos.
Enquanto tudo isso acontecia, os agentes impediram a entrada de repórteres ao plenário. Vídeos registraram agressões da Polícia Legislativa contra os profissionais da imprensa, incluindo relatos de puxões de cabelo, socos e empurrões. A transmissão da TV Câmara também foi interrompida durante o incidente.
O presidente da Câmara dos deputados afirmou, nesta quarta-feira, que está “indignado” com o tratamento da Polícia Legislativa perante os jornalistas no episódio de terça-feira. A manifestação veio por meio de um auxiliar direto de Motta, que comunicou o posicionamento ao presidente do Comitê de Imprensa da Casa, Victor Ohana.
Um dos profissionais agredidos no episódio foi a jornalista Sarah Peres, da Revista Oeste, que sofreu diversos empurrões e quase caiu. Ela registrou o momento da ação dos policiais.
A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados afirmou que Motta não autorizou a operação e que ele também não deu aval para a restrição do acesso dos jornalistas ao plenário. A assessoria Casa informou que o caso será apurado.
A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal divulgaram uma nota conjunta que “repudia veementemente” o episódio, incluindo o corte do sinal da TV Câmara durante o protesto do psolista.