O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que não pretende manter relação com Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa. A decisão ocorreu em razão de desacordos públicos sobre a condução dos trabalhos legislativos.
Pouco depois, Lindbergh utilizou as redes sociais para criticar a postura do presidente da Câmara. O petista classificou a decisão como “imatura”. Além disso, acusou Motta de atuar “na surdina e erraticamente”.
“Considero imatura a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta”, escreveu Lindbergh no X. “Política não se faz como clube de amigos. Minhas posições são transparentes e previsíveis.”
Os desacordos entre Motta e Lindbergh
O desentendimento entre os parlamentares se agravou depois da indicação do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o PL Antifacção, aprovado recentemente na Câmara.
“Se há uma crise de confiança na relação entre o governo e o presidente da Câmara, isso tem mais a ver com as escolhas que o próprio Hugo Motta tem feito”, afirmou Lindbergh. “Ele que assuma as responsabilidades pelas ações e não venha debitar isso na minha atuação como líder da Bancada do PT.”
Motta rebateu as críticas. Disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “optou pelo caminho errado” ao lamentar a aprovação do PL Antifacção no formato aprovado. Para o presidente da Câmara, a escolha de Derrite para relatar o projeto se justificaria pela experiência do parlamentar na área de segurança pública.