Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficaram surpresos com a inclusão do processo que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na pauta do plenário. O julgamento está marcado para a terça-feira 4.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, agendou a sessão um dia depois da operação contra o Comando Vermelho nas favelas da Penha e do Alemão.
Conforme a assessoria de imprensa do TSE, no entanto, não há relação entre a data do julgamento e a ação policial. Isso porque a ministra Isabel Gallotti, que é relatora do caso, liberou a votação para o plenário, porque deixará a Corte no fim de novembro.
No entanto, o processo já estava liberado para julgamento havia meses. Só depois da operação é que Cármen fez o agendamento.
Ação contra Cláudio Castro pode ter pedido de vista
A Oeste, em caráter reservado, um ministro disse ser possível um pedido de vista (mais tempo para analisar o processo).
Esse magistrado avalia que o ato deve vir do vice-presidente da Corte, Nunes Marques. Dessa forma, o julgamento seria adiado.
As acusações contra Castro envolvem suposto abuso de poder político e econômico no financiamento de projetos da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2022. O Tribunal Regional Eleitoral do RJ já absolveu o governador por falta de provas.
O julgamento contará com a participação de Cármen Lúcia e dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Floriano de Azevedo Marques, Antonio Carlos Ferreira e Estela Aranha.