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Militante cobre placa de rua em São Paulo com frase pró-Palestina

Momento em que o militante Thiago Ávila coloca um adesivo pró-Palestina sobre uma placa da Rua Estado de Israel, em São Paulo | Foto: Reprodução/Instagram

O militante Thiago Ávila colocou um adesivo na placa da Rua Estado de Israel, em São Paulo, no dia 20 de setembro de 2026, substituindo temporariamente o nome da via pela frase “Palestina Livre, do rio ao mar”, durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo. A ação gerou críticas do vereador Rubinho Nunes, que a considerou um ato antissemita. Ávila, que já foi detido por Israel em 2026, também é candidato a deputado federal pela Rede Sustentabilidade.

O militante Thiago Ávila colocou um adesivo sobre uma placa da Rua Estado de Israel, em São Paulo, no último domingo, 20. A intervenção manteve o padrão visual da sinalização oficial e substituiu temporariamente o nome da via pela frase “Palestina Livre, do rio ao mar”. Registros da ação circularam nas redes sociais.

A intervenção ocorreu no início do Yom Kippur, considerado o dia mais sagrado do calendário judaico. Em 2026, a celebração começou ao pôr do sol de domingo e terminou na noite desta segunda-feira, 21. A data é marcada por jejum e orações.

Rubinho Nunes critica intervenção em São Paulo

Rubinho Nunes durante sessão na Câmara de São Paulo
Rubinho Nunes durante sessão na Câmara de São Paulo | Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo

O vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União) criticou a ação em uma publicação no X. “O militante antissemita Thiago Ávila escolheu justamente o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo, para ir à Rua Estado de Israel e cobrir a placa com ‘Palestina Livre, do rio ao mar’”, escreveu. Na sequência, afirmou que a esquerda brasileira teria transformado a data em “palco para antissemitismo”.

Ávila é conhecido pela atuação em campanhas de apoio aos palestinos. Em abril, participou da Global Sumud Flotilla, missão que tentava chegar à Faixa de Gaza. As forças israelenses interceptaram a embarcação, e o brasileiro ficou detido por cerca de 11 dias antes de ser deportado. Ele retornou ao Brasil em maio.

O militante também disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026. Ele concorre pela Rede Sustentabilidade.

A ação ocorre em meio a outras iniciativas políticas relacionadas ao conflito. Em Santos, a vereadora Débora Camilo (Psol) mantém um projeto que propõe mudar o nome da Praça Estado de Israel para Praça Jornalistas Palestinos. A proposta ainda integra a atuação legislativa da parlamentar.

Leia mais: “O ódio paranoico de Hollywood a Israel”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 339 da Revista Oeste

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