O reconhecimento internacional concedido a María Corina Machado, opositora venezuelana, movimentou a cena política nesta sexta-feira, 10. Ela foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz, destacando a luta pela liberdade na Venezuela.
O presidente argentino Javier Milei manifestou apoio público à líder da oposição, elogiando sua trajetória.
“Parabéns por este reconhecimento mais do que merecido por sua enorme luta na corajosa defesa da liberdade e da democracia”, afirmou Milei na rede social X.
O presidente argentino também reforçou a importância da atuação de María Corina afirmando que a sua luta “contra a narcoditadura na Venezuela” ilumina o mundo.
Para a líder da oposição venezuelana, o “imenso reconhecimento” servirá como “impulso” para alcançar a liberdade da Venezuela.
Comitê escolheu María Corina por “esforço incansável pela democracia”
O Comitê Norueguês do Nobel justificou a premiação destacando o esforço “incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Durante o anúncio do prêmio, a organização ressaltou que María Corina Machado contribuiu para “manter a chama da democracia acesa em meio a uma escuridão crescente”, evidenciando o papel central da líder na defesa dos direitos civis no país vizinho.
Putin criticou escolha e Lula ainda não se manifestou
O líder russo, Vladimir Putin, fez críticas ao Comitê Norueguês do Nobel ao afirmar que, ao longo do tempo, “o prestígio do prêmio se perdeu” por conceder prêmios a pessoas que não fazem nada pela paz.
Amigo de Putin e do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se manifestou sobre a escolha de María Corina.