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Mendonça resiste a pressões e avança com investigações da PF

Prisão de Vorcaro mostra Mendonça alinhado à PF e PGR isolada

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou a atuação que combina rigor técnico com controle judicial sobre investigações de escândalos bilionários com repercussão política. Nos inquéritos que relata, adotou estratégias distintas para preservar o andamento de apurações e conter questionamentos sobre sua condução.

Na quinta-feira (30), Mendonça autorizou a abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeitas de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Saúde. Ele atendeu a pedido da PF, após identificação de fatos desconectados da investigação principal sobre as fraudes no INSS.

Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que o filho do presidente tenha atuado para favorecer a empresa World Cannabis, ligada a Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As investigações ainda buscam comprovar se houve alguma interferência em benefício da empresa. Até o momento, porém, o único vínculo confirmado entre Lulinha e o empresário é uma viagem a Portugal bancada pelo “Careca do INSS”.

A defesa dos investigadores sustentou que as suspeitas envolvendo negociações para comercialização de cannabis medicinal deveriam tramitar em separado, para preservar a regularidade processual. Após a decisão de Mendonça, a nova investigação envolvendo o filho de Lula permanecerá sob supervisão do STF.