A Alemanha mobilizou uma megaoperação neste domingo (26) para localizar o autor de um atentado terrorista em Berlim na noite deste sábado (25), durante a Christopher Street Day (CSD), a Parada do Orgulho LGBTQ+ de Berlim. O principal suspeito é Abdul B., de 21 anos, que seria membro do Estado Islâmico.
Segundo relatos, o terrorista utilizou uma van para invadir o parque Tiergarten, no centro de Berlim, próximo ao Portão de Brandemburgo. Ele atropelou uma multidão que estava no evento.
Após perder o controle do veículo e colidir contra uma árvore, o motorista ainda desceu armado com um facão e desferiu golpes contra pedestres antes de fugir a pé.
Uma mulher morreu e pelo menos 29 pessoas ficaram feridas. As últimas informações dão conta de que três estariam em estado crítico e oito em situação grave.
Mais sobre o ataque terrorista do Estado Islâmico em Berlim
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ato como “abominável” e prometeu: “O ataque será punido com dureza”, acrescentou. Já o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, tratou formalmente o caso como um “ataque terrorista islâmico”.
Imediatamente, a Procuradoria e a polícia de Berlim divulgaram publicamente a identidade e a foto de Abdul B., alertando a população de que o foragido “pode estar armado e é perigoso”.
Equipes antiterrorismo realizaram buscas em estações de transporte, trens de alta velocidade e em um endereço residencial ligado ao suspeito, situado a poucos minutos do local do crime.
Autoridades de países vizinhos como Holanda, França, Bélgica e Polônia também foram alertadas.
Histórico radical e “simpatizantes monitorados”
A imprensa local divulgou que o autor do atentado terrorista em Berlim, Abdul B., seria um cidadão alemão de origem libanesa com passagem pela polícia.
Ele teria tentado viajar para a Síria com o objetivo de integrar as fileiras do grupo terrorista Estado Islâmico, mas foi interceptado no final de 2025 ao retornar do Líbano e permaneceu preso preventivamente até maio de 2026, acusado de preparar um ato terrorista.
No entanto, após firmar acordo judicial, entrou em liberdade condicional vinculada combinada a um “programa de desradicalização”, com primeira sessão agendada justamente para esta segunda-feira (27).
Informações dão conta que a Alemanha abriga milhares de “simpatizantes monitorados” pelos serviços de inteligência.