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Martins, sobre união da direita: ‘Vai chegar num candidato’

Em entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 11, o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, afirmou que a multiplicidade de pré-candidatos da direita à Presidência em 2026 não representa, neste momento, um problema para o campo político.

Segundo ele, a tendência é de convergência. “Vai chegar num candidato só”, disse, ao avaliar que o processo ainda está em fase de acomodação e que “é normal que tenha mais que um postulante” neste ponto do calendário eleitoral.

Sobre nomes específicos, disse que Flávio Bolsonaro é “muito viável” por já ser conhecido nacionalmente. Ele afirmou que o eleitorado crítico ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em muitos casos, rejeitava mais o “tom” do que medidas do governo e que outros perfis poderiam atenuar essa percepção.

No entanto, Martins afirmou que Lula é “muito favorito” no cenário atual e que o PT não deve ser subestimado. Ele reconheceu a força histórica da sigla e lembrou o desempenho do partido em 2018, mesmo depois de escândalos e prisões.

Martins tece críticas ao Judiciário

No campo econômico, Martins afirmou que o Paraná avançou em políticas de mercado, como a privatização da Copel e iniciativas para facilitar abertura de empresas em Curitiba. Segundo ele, a cidade chega a abrir empresas em “duas horas” e já dispensou alvará para mais de mil atividades.

Ele afirmou que há falta de mão de obra e listou ações municipais para inserir trabalhadores no mercado, como mutirões, atendimento em terminais de ônibus e oferta de cursos. Disse abordar pessoas diretamente para oferecer oportunidades e que parte dos desocupados enfrenta dependência química, o que dificultaria a reinserção.

Plenário da Primeira Turma do STF: novo julgamento | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Plenário da Primeira Turma da Suprema Corte | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Martins criticou decisões do Judiciário sobre legislação trabalhista e afirmou que a reforma está sendo “destruída”. Disse que o retorno do volume de ações trabalhistas representa “tragédia” e defendeu mecanismos que responsabilizem quem aciona a Justiça sem comprovar acusações.

Ao final da entrevista, Martins afirmou que vê o momento político com preocupação e declarou sentir “angústia” diante dos rumos institucionais do país. No encerramento, fez um apelo ao público: que todos mantenham diálogo com familiares e evitem conflitos por razões políticas. “Façam isso e orem”, pediu.

Via Revista Oeste

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