Antes de ser alvo da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (10), o deputado federal Mario Frias (PL-SP) publicou, na noite da última terça-feira (08), vídeo nas redes sociais em que criticou o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A ação de hoje visa rastrear emendas destinadas ao filme ‘Dark Horse’, do qual o parlamentar foi roteirista.
A publicação ocorreu horas após Almada ser afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Na mesma decisão, o magistrado também afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após revelar ter sido monitorado ilegalmente pela corporação por mais de 30 dias e que dossiês ilegais sobre sua atuação como magistrado estavam sendo produzidos e, posteriormente, utilizados por Alexandre de Moraes para atacá-lo.
Ontem (09), porém, o ministro Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça, após pedido de Andrei. Dino alegou que os afastamentos poderiam prejudicar investigações em andamento. Porém, ainda na noite de ontem, o presidente do Supremo, Edson Fachin, derrubou a decisão de ambos.
No vídeo divulgado no X, no mesmo dia do afastamento do diretor, Frias relembra que foi no período em que Almada atuava como delegado da PF “que surgiu uma das mentiras mais graves lançadas contra Jair Bolsonaro”: “A tentativa de associar o seu nome ao assassinato de Marielle Franco por causa de um depoimento de um porteiro”.
“A narrativa correu o Brasil inteiro e todo mundo se lembra como Jair Bolsonaro foi atacado e perseguido por conta dessa mentira”, diz o parlamentar na gravação. “Hoje, Leandro Almada é afastado da direção da inteligência da PF por decisão de André Mendonça, em meio a fortes suspeitas sobre a produção ilegal de relatórios de inteligência”.
“Com muita criatividade, né? O tempo tem uma virtude que os fabricantes de narrativas detestam, ele refuta a mentira”.