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Marcola reaviva crise de Lulinha e amplia desgaste de Lula

Marcola reaviva crise de Lulinha e amplia desgaste de Lula

A revelação de operações financeiras entre o ex-chefe de gabinete e ex-secretário pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF), ampliou o potencial de desgaste da campanha à reeleição do petista.

Nesta quarta-feira (5), um dia após admitir ter recebido um empréstimo de R$ 249 mil da empresária, Marcola pediu para deixar a equipe de campanha de Lula, da qual participava desde 21 de julho, quando deixou a chefia de gabinete da Presidência.

O episódio representa mais um revés para o governo, que, nas últimas semanas, viu as suspeitas de corrupção e tráfico de influência se aproximarem novamente do entorno presidencial. Os inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, e as revelações sobre as ligações do ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, aproximam novamente o Planalto de escândalos de corrupção.

As operações entre Marcola e Roberta vieram a público na segunda-feira (3), em reportagem do Poder360. No dia seguinte, o ex-assessor afirmou que os recursos se referiam a um empréstimo pessoal, já quitado, sem qualquer irregularidade. Também colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça para comprovar a versão.