Mais de 200 alpinistas permanecem presos no Monte Everest nesta terça-feira, 7. A situação decorre principalmente de uma forte nevasca que atingiu a região no último sábado, 4. As equipes de resgate tentam localizar e conduzir os montanhistas até pontos de apoio em segurança.
Segundo a emissora estatal CCTV, os alpinistas estão caminhando com o auxílio de guias até um ponto de encontro. Neles, vão receber atendimento médico e abrigo. O grupo passou a noite de segunda-feira em tendas a uma altitude de quase 5 mil metros. Outras 350 pessoas, que também ficaram isoladas no sábado, conseguiram descer.
Alpinistas relatam momentos de tensão
O alpinista Eric Wen, que fazia parte desse grupo resgatado, relatou ao jornal South China Morning Post a gravidade da situação. “A cada 10 minutos, nós precisávamos limpar a neve da barraca, porque, caso contrário, o peso destruiria tudo”. Ele disse ainda que os escaladores se mantiveram juntos para tentar se aquecer durante a noite.
Outro montanhista, identificado pelo jornal Xiaoxiang Morning Herald apenas como Dong, afirmou que a tempestade começou na tarde de sábado e se intensificou sobretudo durante a madrugada de domingo. “Nunca vi tanta neve e relâmpagos ao mesmo tempo”.
Há versões que indicam um número ainda maior de pessoas presas no lado tibetano do Everest. Segundo a agência estatal chinesa, quase mil pessoas podem estar isoladas na região. O local tem altitude superior a 4,9 mil metros. Centenas de moradores locais e equipes de resgate se mobilizaram para remover a neve que bloqueia o acesso às áreas atingidas.
Com 8,9 mil metros de altitude, o Everest — localizado na fronteira entre China e Nepal — estava especialmente movimentado no fim de semana por causa do feriado nacional de oito dias na China. Autoridades locais informaram que o clima continua instável, o que dificulta os resgates e aumenta o risco de novas avalanches.