Durante cerimônia que marcou o aniversário de 105 anos da Força Aérea Bolivariana e 33 anos da tentativa de golpe militar que levou à prisão de Hugo Chávez, o ditador Nicolás Maduro afirmou que 82% dos venezuelanos estariam prontos para pegar em armas para defender o país.
Maduro ainda mencionou que 94% da população apoiaria os atuais esforços de paz, sem especificar a origem desses números ou indicar a metodologia utilizada.
O ditador tratou os dados como reflexo de um “mandato histórico” diante do atual contexto político da Venezuela.
Segundo ele, “mais de 94% apoiam os esforços de paz em curso, e números gigantescos, nunca vistos antes, [mostram que] 82% dos venezuelanos dizem estar dispostos a defender sua pátria sagrada com as armas em suas mãos”.
Tensões crescentes entre Maduro e os EUA
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as ações para conter o narcotráfico venezuelano “em terra” devem começar “muito em breve”, ampliando as tensões entre Washington e Caracas.
O regime venezuelano acusa os norte-americanos de usar a iniciativa antidrogas como pretexto para desestabilizar Maduro.
Trump afirmou que as ações recentes dos EUA interromperam “85% (do narcotráfico) por via marítima”.
“E também começaremos a detê-los em terra”, completou. “É mais fácil em terra, mas isso começará muito em breve”.
As autoridades norte-americanas acusam Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles, classificado como grupo terrorista.
Caracas, por sua vez, rejeitou a acusação, classificando-a como uma “invenção ridícula”.
Desde setembro, as forças dos Estados Unidos atacaram mais de 20 embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, com pelo menos 83 mortes registradas nessas operações.