O ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro integrou à sua equipe de defesa uma advogada que atuou no caso do rapper Sean “Diddy” Combs. Anna Estevão ajudou o cantor a escapar de uma condenação à prisão perpétua.
Diddy foi considerado culpado em duas acusações de transporte para prostituição, uma pena muito mais branda do que o esperado por supostamente liderar uma rede criminosa relacionada a tráfico sexual por mais de duas décadas. Já Maduro responde a acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas, das quais se declarou inocente.
O governo dos Estados Unidos permitiu, em abril, que o Estado venezuelano financie a defesa legal de Maduro no processo, após uma disputa sobre o uso de fundos públicos para cobrir os honorários de seus advogados.
A decisão é uma mudança em relação a restrições anteriores que impediam esse tipo de pagamento devido às sanções vigentes, embora tenham sido estabelecidas condições específicas sobre a origem e a disponibilidade dos recursos.
Segundo a Agência EFE, a inscrição da nova advogada junto à defesa do ditador foi formalizada por uma notificação junto ao Tribunal Federal para o Distrito Sul de Nova York. É nesta corte que Maduro passará por julgamento.
Estevão faz parte do escritório Harris Trzaskoma, que contratou o advogado principal de Maduro, Barry Pollack. Além de defender o ditador venezuelano, Pollack é conhecido também por ter representado o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
Sua principal linha de defesa é contestar a legalidade da captura e transferência de Maduro para os Estados Unidos. A próxima audiência do julgamento está prevista para o dia 30 de junho em Manhattan.