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Lula defende ‘reforma profunda’ do Judiciário

O presidente Lula (PT) afirmou que uma reforma no Judiciário “vai acontecer” e defendeu a investigação de todos os ministros do STF que estejam sob suspeita. A declaração foi dada ao Jornal da Record na noite de ontem (15), em uma mudança de tom do petista em relação a Alexandre de Moraes, com quem era aliado até a exposição de mensagens do ministro com Daniel Vorcaro.

“Não há ninguém, absolutamente ninguém, que possa fugir de um julgamento se há suspeita contra ele”, afirmou. “Que se apure com todo o rigor. Que abra o sigilo de telefone de todo mundo. Aquilo que o André Mendonça guardou como segredo de Estado e só soltando o que interessava a ele, agora, precisa ser aberto a toda sociedade para ver quem estava mentindo nisso”.

Lula também defendeu punição para quem tiver cometido irregularidades e associou a medida à necessidade de preservar a credibilidade do STF. O presidente afirmou ainda que pretende apoiar uma reestruturação da Suprema Corte.

“Não vou fazer julgamento precipitado, mas a primeira reforma do Judiciário fui eu quem fiz […] Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, critério de escolher o candidato, como a pessoa pode ser escolhida e tem que ter uma coisa clara: quem for ministro não pode ficar rico”, disparou. “É preciso criar critério de moralização”.

Embora não tenha citado Moraes nominalmente ao falar sobre as mudanças, Lula criticou as relações de Vorcaro com pessoas próximas a magistrados e defendeu uma apuração abrangente dentro do Judiciário: “As pessoas não podem estar no Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando, um pai advogando. Ou seja, na própria Suprema Corte, é preciso criar critério de moralização do Poder Judiciário brasileiro”.

“Na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar e quem tiver cometido erro que pague o preço que o povo brasileiro exige”, completou.

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