A extradição de Carla Zambelli foi aprovada pela Corte de Apelação de Roma nesta quinta-feira. A informação foi confirmada pela defesa da ex-deputada federal, que agora prepara uma nova ofensiva jurídica para tentar impedir o envio dela ao Brasil.
Segundo os advogados, serão apresentados dois recursos à Corte de Cassação: um contra a extradição em si e outro para contestar a imparcialidade dos magistrados que atuaram no caso. O prazo informado para essa etapa é de 15 dias.
A decisão também foi comunicada ao Ministério das Relações Exteriores. Caso o entendimento da corte italiana seja mantido, Zambelli deverá voltar ao Brasil para cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Extradição de Carla Zambelli é aprovada em Roma
O desfecho veio após a conclusão do julgamento, que havia ocorrido duas semanas antes. A expectativa inicial era de que a sentença fosse divulgada em até cinco dias, mas a demora alimentou entre os defensores da ex-parlamentar a avaliação de que o pedido brasileiro poderia ser rejeitado.
O cenário, porém, acabou se invertendo. A corte italiana decidiu acolher a solicitação de extradição, abrindo caminho para a continuidade do processo de retorno de Zambelli ao país.
Defesa tenta reverter extradição de Carla Zambelli
A estratégia da defesa agora se concentra na instância superior da Justiça italiana. Além de atacar o mérito da decisão, os advogados querem levantar dúvidas sobre a condução do julgamento, numa tentativa de enfraquecer a base da sentença que autorizou a extradição.
Esse movimento deve marcar os próximos dias do caso, já que a defesa aposta nos recursos como último caminho para segurar a medida aprovada em Roma.
Condenação no STF está no centro do caso
O pedido do governo brasileiro tem como base a condenação de Zambelli a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Ela foi acusada de pagar Walter Delgatti Neto, conhecido como Hacker de Araraquara, para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
Com a decisão da corte italiana, o caso entra em uma nova fase e aumenta a pressão sobre a ex-deputada, que tenta evitar o retorno ao Brasil para cumprir a pena determinada pelo STF.