O Supremo Tribunal argentino confirmou nesta quinta-feira (2) a decisão de instância inferior que autorizava o confisco de bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner e os demais condenados no caso Vialidad, pelo qual ela cumpre pena de seis anos de prisão domiciliar.
Ao todo, o montante aumentou de US$ 85 bilhões para US$ 685 bilhões e inclui 111 imóveis. Além da confirmação, o tribunal superior rejeitou os pedidos de anulação e a solicitação de suspensão das atividades de apreensão de bens, já iniciada pelo Tribunal Federal de Justiça nº 2.
O caso Vialidad refere-se a um esquema fraudulento realizado entre 2003 e 2015 em Santa Cruz, envolvendo 51 projetos de construção de estradas públicas gerenciados pela Diretoria Nacional de Rodovias.
De acordo com os autos do processo, esses projetos foram sistematicamente concedidos ao Grupo Austral, de propriedade de Lázaro Báez (também condenado), por bilhões de pesos.
Kirchner foi considerada culpada de administração fraudulenta em detrimento da administração pública na concessão de contratos de obras públicas. A ex-governante argentina cumpre pena em prisão domiciliar há um ano em decorrência deste caso.