O Exército israelense realizou novos bombardeios neste sábado (27) na região de Nabatieh, no sul do Líbano, um dia após a assinatura, em Washington, de um acordo-quadro entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, que prevê “paz e segurança duradouras” entre os dois países.
Segundo uma porta-voz das Forças de Defesa de Israel (Israel Defense Forces), o alvo do ataque era um suposto “terrorista” que representaria ameaça a militares israelenses na área. Já a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) informou que um drone israelense atingiu a localidade de Nabatieh al-Fawqa, sem divulgar dados sobre vítimas ou feridos.
O acordo firmado na véspera estabelece, em seu artigo 7º, que tanto Israel quanto o Líbano podem exercer o “direito inerente à autodefesa”. O texto também menciona um anexo de segurança não divulgado, segundo o qual as Forças Armadas Libanesas avançariam gradualmente no controle de áreas no sul do país, abrindo caminho para uma retirada progressiva das tropas israelenses da região.
Líder do Hezbollhah diz que acordo é “uma humilhação”
O líder do grupo Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo entre Israel e Líbano como “uma humilhação, uma vergonha e uma renúncia à soberania”. A afirmação foi feita em um comunicado no qual o chefe máximo da organização diz ainda que o acordo “carece de qualquer validade”.
Qassem indicou que seu grupo continuará agindo “por todos os meios necessários e mediante pressões internacionais e árabes para que o inimigo israelense cumpra o primeiro ponto do memorando de entendimento e se retire do Líbano”, em referência ao acordo firmado anteriormente por Estados Unidos e Irã.
O líder do Hezbollah também defendeu que seus combatentes continuem “em campo até expulsar a ocupação”, em referência às áreas atualmente ocupadas por Israel no sul do Líbano.