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Irã divulga vídeos de apreensão de navios em Ormuz

Irã divulga vídeos de apreensão de navios em Ormuz

O regime do Irã divulgou, por meio da imprensa estatal, vídeos que alega serem de agentes da Guarda Revolucionária Islâmica apreendendo dois navios cargueiros no Estreito de Ormuz.

Em um dos vídeos, os soldados mascarados abordam um navio porta-contêineres com a inscrição MSC na lateral, sobem uma escada e embarcam no cargueiro.

Anteriormente, o Irã havia divulgado que havia retido duas embarcações, o MSC Francesca (com bandeira do Panamá) e o Epaminodes (com bandeira da Libéria), alegando que “colocaram em risco a segurança marítima ao operarem sem a autorização necessária e ao adulterarem os sistemas de navegação”.

Antes de terem sido apreendidos, os dois navios teriam sido alvos de disparos, assim como um navio de bandeira da Libéria, o Euphoria, que não chegou a ser apreendido e voltou a navegar, segundo autoridades marítimas.

Segundo informações da agência EFE, o vice-presidente do Parlamento do Irã, Hamidreza Haji Babaei, afirmou nesta quinta-feira (23) que os primeiros pagamentos dos pedágios cobrados a navios pelo trânsito pelo Estreito de Ormuz começaram a ser depositados no Banco Central do país.

O Irã anunciou sua intenção de formalizar a cobrança pelo trânsito pela passagem marítima estratégica com a aprovação de um projeto de lei, que recebeu o sinal verde de uma comissão parlamentar e que ainda deve ser votado no plenário da Câmara.

O texto não detalha a quanto chegariam os pedágios no estreito, mas a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, afirmou que poderia se tratar de um pagamento de US$ 2 milhões por navio ou um sistema baseado na carga de cada embarcação, como no Canal de Suez.

A Tasnim estima que o Irã poderia obter cerca de US$ 100 bilhões anuais por meio destes pedágios, uma quantia superior às receitas pelas vendas de seu petróleo, estimadas em cerca de US$ 80 bilhões.

Nesta quarta-feira (22), o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, voltou a falar que Teerã só negociará com os Estados Unidos e Israel para encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro e desde o último dia 7 em um tenso cessar-fogo, se o bloqueio naval dos EUA a portos iranianos for levantado.

“Vocês não alcançaram seus objetivos por meio de agressão militar e não os alcançarão por meio de intimidação”, escreveu Ghalibaf nas redes sociais. “A única maneira é reconhecer os direitos do povo iraniano.”

Por ora, o bloqueio naval dos EUA redirecionou 31 navios do Irã para retornar aos portos de onde partiram e outros dois foram apreendidos.

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