María Corina Machado, líder da oposição à ditadura de Nicolás Maduro, disse estar “em choque” com a notícia de que recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Por meio de suas redes sociais, nesta sexta-feira, 10, ela afirmou que o “imenso reconhecimento” servirá como “impulso” para alcançar a liberdade da Venezuela.
“Estamos no limiar da vitória e, hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, o povo da América Latina e as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados para alcançar a liberdade e a democracia”, escreveu María Corina.
Ela também conversou por telefone com o diplomata Edmundo González, candidato da oposição à Presidência da Venezuela. Ele vive exilado na Espanha desde que o ditador Nicolás Maduro se autoproclamou vencedor do pleito de 2024.
“Não consigo acreditar”, disse María Corina a González durante a ligação. O diplomata respondeu que ambos estavam “em choque de alegria”.
Prêmio Nobel exalta coragem de María Corina
O comitê do Prêmio Nobel classificou a líder venezuelana como “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos tempos recentes”. A nota oficial também a descreveu como “figura-chave e unificadora de uma oposição política antes profundamente dividida”.
“É precisamente isso que está no cerne da democracia: nossa disposição compartilhada de defender os princípios do governo popular, mesmo discordando”, diz trecho do anúncio. “Em um momento em que a democracia está ameaçada, é mais importante do que nunca defender esse ponto em comum.”
María Corina se tornou a 20ª mulher a conquistar o Nobel da Paz desde a sua criação, em 1901. Em 2023, a iraniana Narges Mohammadi conquistou o mesmo reconhecimento.