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Igreja EUA: Negação da comunhão a políticos pró-aborto

Igreja EUA: Negação da comunhão a políticos pró-aborto

O bispo Thomas Paprocki, de Illinois, defende que a Igreja Católica deve negar a comunhão a políticos que apoiam o aborto. A medida busca recuperar a coerência entre a fé e a vida pública, baseando-se no Direito Canônico para proteger a integridade do sacramento da Eucaristia.

O que é a coerência eucarística defendida pelo bispo?

É a ideia de que a conduta de um católico deve estar em harmonia com o que ele professa acreditar. Para o bispo, receber a comunhão e ao mesmo tempo apoiar práticas contrárias aos valores da Igreja, como o aborto e a eutanásia, é uma contradição moral, ou seja, uma falta de sinceridade com a fé.

Qual regra da Igreja justifica a negação da comunhão?

A base é o Cânon 915 do Direito Canônico, que é o conjunto de leis que rege a Igreja Católica. Ele determina que pessoas que persistem em um pecado grave e público não devem ser admitidas à comunhão. O bispo entende que o apoio político ao aborto se enquadra nessa situação de pecado manifesto.

Negar a comunhão é considerado uma punição?

Segundo a visão de Paprocki, não. Ele define a medida como um ‘remédio medicinal’. O objetivo não é castigar, mas sim causar um impacto que leve a pessoa ao arrependimento e à mudança de coração, permitindo que ela volte a seguir os ensinamentos da Igreja e, eventualmente, retorne ao sacramento.