Teresina - Piauí terça-feira, 10 de março 24°C
Destaque / Política

Homem que destruiu relógio histórico no 8/1 deixa prisão em MG

Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, deixou o Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia (MG), sem tornozeleira eletrônica. Ele ficou conhecido por destruir um relógio histórico no Palácio do Planalto durante a invasão.

A decisão judicial se baseou na “boa conduta carcerária” e na ausência de faltas graves. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que não há tornozeleiras disponíveis no Estado no momento, segundo o g1.

Preso em 24 de janeiro de 2023, depois de permanecer foragido por cerca de duas semanas, Antônio Cláudio foi detido em Uberlândia, a 3,5 km da sede da Polícia Federal. Segundo a PF, ele não resistiu à prisão e ficou em silêncio durante o depoimento.

Desde então, ocupava uma cela individual de seis metros quadrados na Ala-F do presídio. Fontes ouvidas pelo g1 afirmaram que ele era considerado um preso “tranquilo”, com rotina de quatro refeições diárias, banho de sol e visitas.

A decisão que autorizou a progressão de regime foi assinada pelo juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, nesta quinta-feira, 19. Em nota, o TJMG declarou que “o reeducando encontrava-se apto à reinserção social” depois de cumprir a fração necessária da pena.

Como a comarca não possui albergue para o cumprimento do semiaberto, a progressão foi condicionada ao uso de tornozeleira. No entanto, diante da indisponibilidade do equipamento, o magistrado determinou o cumprimento imediato do alvará de soltura.

Relógio destruído foi restaurado e retornou ao Planalto

Enquanto aguarda o equipamento, o ex-preso deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas, estão:

  • Permanecer em casa em tempo integral, exclusivamente em Uberlândia;
  • Não sair da residência até autorização formal para trabalho externo;
  • Comparecer ao presídio ou à vara de execuções sempre que intimado;
  • Fornecer material genético para banco de dados nacional;
  • Apresentar comprovante de endereço em até dez dias e manter dados atualizados;
  • Em caso de instalação da tornozeleira, não poderá violar, remover ou danificar o equipamento.

De acordo com o processo, Antônio Cláudio responde por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — no caso, o relógio. Além da pena de prisão, a Suprema Corte impôs pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

8 de janeiro
Manifestantes na rampa do Congresso Nacional, durante o 8 de janeiro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi

Antes da condenação atual, o réu já havia respondido a três processos na Justiça de Catalão (GO), cidade onde nasceu. Em duas ocasiões foi preso, mas todas as ações estão arquivadas por cumprimento de pena.

Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.