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Haitianos correm risco de desemprego nos EUA com fim do TPS

Haitianos correm risco de desemprego nos EUA com fim do TPS

Trabalhadores haitianos nos Estados Unidos enfrentam uma crise de legalidade após o fim de proteções automáticas de emprego em 27 de julho. O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, alerta que dezenas de funcionários católicos podem ser demitidos devido a mudanças nas regras migratórias federais.

O que é o TPS e como ele funciona?

O Status de Proteção Temporária (TPS) é um benefício concedido pelo governo americano a cidadãos de países que enfrentam situações extremas, como guerras, desastres naturais ou crises humanitárias graves. Ele permite que essas pessoas vivam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos enquanto seus países de origem forem considerados inseguros para o retorno. Atualmente, cerca de 353 mil haitianos dependem dessa autorização para manter sua subsistência em solo americano.

Por que esses trabalhadores estão correndo risco de demissão agora?

O risco surge porque a extensão automática das autorizações de trabalho para quem tem o TPS venceu agora no fim de julho. Além disso, uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o Departamento de Segurança Interna encerre essas proteções para grupos específicos, como haitianos e sírios. Sem o documento de trabalho válido, as empresas e organizações ficam impedidas por lei de manter esses imigrantes em seus quadros de funcionários.

Como a Igreja Católica está sendo afetada por essa medida?

A Igreja é uma das grandes empregadoras desses imigrantes através de braços assistenciais, como a Catholic Health Services em Miami. O arcebispo Thomas Wenski estima que entre 40 e 50 funcionários valiosos da arquidiocese podem perder seus postos. Ele ressalta que essas pessoas desempenham funções vitais na comunidade, cuidando de doentes e idosos, e que agora vivem sob um clima de medo e incerteza sobre o futuro de suas famílias.