O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (6) que o Ministério Público e a Polícia Federal devem investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com transparência, por se tratar de um caso de “interesse público”.
A declaração ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de três inquéritos contra o empresário, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao comentar o caso, Haddad disse que não vê problema na apuração e defendeu que os fatos sejam esclarecidos.
“É um assunto de interesse público. Tem que investigar. Transparência é fundamental”, afirmou o petista a jornalistas durante evento em Iguape, no litoral sul paulista.
Caso Lulinha
As investigações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em diferentes frentes.
Uma delas trata da suposta atuação de Lulinha em favor de interesses ligados ao setor de medicamentos à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde.
Outra envolve possíveis irregularidades relacionadas à Dataprev. A defesa do empresário nega qualquer ilegalidade.
Caso amplia pressão sobre o governo Lula
A abertura dos inquéritos aumentou a pressão política sobre o Palácio do Planalto e provocou atritos entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça durante a condução das investigações.
Nos últimos dias, o governo chegou a atuar para reduzir as tensões entre o magistrado e a cúpula da PF.
A fala de Haddad difere do discurso adotado por outros petistas em diferentes momentos da investigações envolvendo o partido, quando lideranças frequentemente classificavam apurações como perseguição política ou judicial.